Na última sexta-feira, 10, Luiz Fux tocou a campainha da casa de Washington Cinel, nos Jardins, em São Paulo, limpou os sapatos no capacho, entrou, almoçou, palitou os dentes, afrouxou a gravata, limpou a garganta e, amante do rock, cantou para os convivas, para uma plateia de “empreendedores” bolsonaristas, do rei da esfirra ao rei do jeans.

O anfitrião, Washington Cinel, é fundador e presidente do conselho de administração da Gocil, que é uma das maiores empresas de “segurança privada” do país. A Gocil planeja uma IPO para 2022 e está preocupada com o “risco político” de o bolsonarismo de Cinel acabar baixando o valor de mercado da empresa, como aconteceu com a Havan do Veio da Havan.

Luiz Fux é presidente do Supremo Tribunal Federal e, à vontade em comezainas que jamais serão vermelhas, parece não ter lá grandes preocupações, por mais que dois dias antes do jantar – e da cantoria – tenha franzido o cenho ao dar uma “resposta dura” ao 7 de setembro golpista de Bolsonaro e de seus apoiadores.

Outro apoiador de Bolsonaro que estava no rango com gogó nos Jardins é o dono da SmartFit, Edgard Corona, que já foi flagrado tentando angariar recursos em um grupo de Whatsapp de empresários bolsonaristas para impulsionar mensagens – “precisamos investir em mkt” – contra o Congresso Nacional.

Edgard Corona teve os sigilos bancário e fiscal quebrados por Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das Fake News, por suspeita de financiar incentivos à “quebra da normalidade institucional e democrática”.

E o “guitarrista supremo“, quebra o quê, além de – Yeah! – quebrar tudo no palco?

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