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Numa laive intitulada “A verdade contra-ataca”, realizada na noite desta terça-feira, 31, o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, um dos artífices do “Projeto de Nação – O Brasil em 2035”, afirmou que o plano de ditadura reloaded para o país, “lá pelo meio”, será reconfigurado “para 2045, 2050, etc”.

No dia 19 de maio, institutos privados ligados a oficiais da reserva do Exército lançaram o documento “Projeto de Nação – O Brasil em 2035”, que prevê vencer um sem número de “óbices” a diretrizes para o Brasil traçadas nos círculos militares, entre eles o “poder midiático e eleitoral do discurso globalista” e “a doutrinação facciosa efetuada por professores”.

O lançamento contou com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão. O “Projeto de Nação” prevê dinamitar o SUS e cobrar mensalidade nas universidades federais, intentando implodir também o ensino superior.

Na laive desta terça, que contou com um punhado de artífices do “Projeto de Nação”, Rocha Paiva, antigo diretor do instituto do torturador Brilhante Ustra, disse que quem discorda dos objetivos do “Projeto de Nação” é “extremista”:

“É uma unanimidade. Ninguém pode mais falar que não tem projeto. Esta aí o projeto”.

A vice-presidente do Instituto Sagres, Verônica Korilio, reclamou, na prática, da própria Democracia, ao queixar-se de que haja mudança de projeto para o país quando muda o governo.

No último dia 24, Come Ananás mostrou que um general da ativa que participou da preparação do “Projeto de Nação”, Valério Stumpf Trindade, acaba de assumir o comando do Estado-Maior do Exército.

Em julho de 2021, o general Stumpf foi o responsável por fazer circular, por e-mail, um questionário preparatório para o documento, visando “o sucesso do Projeto Nação”. Na laive, Rocha Paiva mencionou que 2.500 pessoas responderam ao questionário e disse que o número “é mais do que qualquer instituto de pesquisa faz aí”.

Na última pesquisa Datafolha, que aponta vitória de Lula no primeiro turno, o instituto entrevistou 2.556 pessoas em 181 municípios.

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