Numa coincidência, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro está fazendo na manhã desta quarta-feira, 2, uma operação na favela de Cinco Bocas e em outras localidades “tomadas por bandidos” em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio. Estão mobilizados helicópteros e todos os batalhões policiais da Zona Norte.

O motivo informado da grande operação foi um ataque a tiros a um carro que entrou por engano numa das favelas da região. Mãe e filho estavam no carro e foram baleados. O rapaz está no hospital em estado grave.

É uma coincidência, porém, porque em Cinco Bocas existe uma comunidade de imigrantes congoleses; porque era em Cinco Bocas que vivia Moïse Mugenyi Kabagambe, o congolês assassinado a pauladas no dia 24 de janeiro num quiosque na Barra da Tijuca; porque nos últimos dois dias o crime vem gerando grande comoção no Rio; porque a polícia do Rio parece especialmente empenhada em varrer o crime para debaixo do tapete; porque paira a suspeita de que Moïse foi morto pela máfia carioca ligada à polícia, vulgo “milícia”.

O programa Bom Dia Rio, da Rede Globo, ao dar a notícia da operação – “notícia do dia” -, exibiu a imagem de uma pistola 9 milímetros. A arma foi apreendida com um homem preso em Cinco Bocas. A informação foi enviada ao jornalismo da Rede Globo pelo porta-voz da PMRJ, tenente-coronel Ivan Blaz. A pistola tinha um adesivo amarelo com a inscrição “5 Boca” colada na empunhadura.

Rapidamente surgiu a informação de que a pistola foi comprada na Turquia. “Imagina o caminho que essa pistola fez até chegar a essa comunidade do Rio de Janeiro”, disse o apresentador do jornal.

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