Ministro da Defesa, o general Walter Souza Braga Netto organizou, a mando do Capitão Genocídio, uma “tanqueata” para a manhã desta terça-feira, 10, na Praça dos Três Poderes, no dia em que o Congresso decide em plenário sobre o “voto impresso”, após derrota da matéria em comissão – em patuscada sincrônica organizada, esta, por Arthur Lira.

Estarão com Jair Bolsonaro nesta parada de lascar, digo militar, o próprio Braga Netto e a miríade de estrelas e patentes de terra, mar e ar, da ativa e da reserva, que assentiram em se encostar neste desgoverno em troca de benesses, mordomias, mesuras e “pixulés”; em nome das pensões das viúvas e do sono à noite, estancada a sangria aberta pela Comissão Nacional da Verdade, “o pavor do Exército de Caxias”.

São de generais a almirantes de esquadra, passando pelos coronéis empoleirados no Ministério da Saúde, todos transformados em quinta-coluna de um capitão insano e desclassificado, e que mergulharam o Brasil num jogo de guerra, mas de tabuleiro, movendo tanques e recados para lá e para cá, sem colhões para disparar um morteiro.

São, em parte, velhos gorilas desprovidos de força para dar golpes sequer no próprio peito, como fazem os gorilas por impulso interior. Apenas saudosos, Como Augusto Heleno, da Ditadura e do massacre que um dia promoveu numa favela em Porto Príncipe usando a boina azul das Nações Unidas.

A propósito, Come Ananás mostrou nesta segunda-feira, 9, que a Força de Fuzileiros da Esquadra, unidade militar que nesta terça desfila tanques em Brasília, abriga o Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, criada pela Ditadura. Estes “caveiras” da Marinha estiveram sob o comando de Augusto Heleno no Haiti.

Cracking nuts

Parece em sua homenagem, às FFEE – as Forças Encostadas Brasileiras – uma tirinha do Recruta Zero em que o recruta, ao ser apresentado ao mais novo blindado da unidade, vibra ao descobrir uma grande funcionalidade de fábrica: “the seat reclines!“.

Melhor ainda, mais a calhar, é uma outra em que o General Dureza mobiliza um tanque de guerra para fazer crack – em cascas de nozes.