Fuzil Taurus T4 Nato (Imagem: Reprodução/Redes sociais/Taurus Armas).

A multinacional Taurus Armas, que tem sede no Brasil e é a maior fabricante de pistolas do mundo, vai lançar no dia do aniversário de 200 anos da independência do país, próxima quarta-feira, 7 de setembro, uma coleção de três modelos de pistolas estilizadas com a bandeira nacional e um trecho do hino da independência: “já raiou a liberdade no horizonte do Brasil”.

Cada um dos modelos da chamada “Coleção Taurus Independência” terá apenas 200 unidades fabricadas, uma para cada ano subsequente ao grito do Ipiranga. Além do dia, a Taurus marcou também hora para fazer o lançamento: às 9:00h da próxima quarta, pontualmente no horário marcado para o desfile militar do bicentenário da independência em Brasília.

Uma das armas da coleção é uma “herança do século 19 remodelada para comemorar os 200 anos da liberdade do nosso país”.

‘Para movimentar a economia’

A Taurus também lançou a promoção “Semana Brasil – carabinas e fuzis”. Na promoção, um Fuzil Taurus T4 semiautomático calibre 5.56 NATO sai com 25% de desconto. A Taurus diz que a promoção foi idealizada “para movimentar a economia brasileira com descontos e benefícios no varejo na semana em que é comemorada a Independência do País”.

Um milhão de armas com CACs

Nas propagandas de armas que publica em suas redes sociais, a Taurus informa em pequenas letras que “a posse de armas é autorizada pela lei 10.826/03 e pelos decretos 9.845, 9846 e 9.847, todos de 25 de junho de 2019” – os conhecidos decretos de facilitação de compra de armas editados por Jair Bolsonaro em 2019, seu primeiro ano de mandato, sob o refrão de que “um povo armado jamais será escravizado”.

Entre 2019 e 2022, o número de armas de fogo nas mãos de colecionadores, atiradores esportivos e caçadores cresceu 187%, chegando, hoje, a um milhão de armas nas mãos dos chamados CACs.

‘Risco de violência política’

Nesta segunda-feira, 5, o ministro Edson Fachin, do STF, determinou liminarmente a suspensão de trechos dos decretos armamentistas de Bolsonaro, na prática impondo restrições à compra de armas e munições por CACs. Fachin citou que o “risco de violência política torna de extrema e excepcional urgência” a decisão.

Contestados no STF, os decretos armamentistas de Bolsonaro estão em vigor graças a um pedido de vistas feito um ano atrás pelo ministro Kassio Nunes Marques. Em vídeo recente, Bolsonaro comemorou que Nunes Marques “sentou em cima” das ações.

‘As medidas devem se pagar agora’

Em reportagem publicada também nesta segunda, e intitulada “Agro, religiosos e conservadores bancam estrutura de atos no 7 de setembro”, o UOL afirma que os “CACs devem ser novidade neste 7 de setembro” nos atos de apoio a Jair Bolsonaro no Dia da Independência e às vésperas das eleições:

“Em cada comício de campanha, Bolsonaro enaltece seus decretos a favor da liberação de armas. As medidas devem se pagar agora”.

“Giovani Falcone [um dos organizadores do ato bolsonarista do 7 de setembro em São Paulo] afirmou que neste 7 de setembro é esperada forte presença de CACs”, informou ainda o UOL.

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