Senador Oriovisto Guimarães, do Podemos (Foto: Agência Senado).

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), que neste sábado, 9, retirou sua assinatura do requerimento para abertura da CPI do “balcão do MEC”, foi fundador e presidiu durante 40 anos o Grupo Positivo, que pelo menos desde 2006 fornece material didático ou de informática para o Ministério da Educação e desde o início do governo Jair Bolsonaro já assinou com a pasta contratos que somam mais de R$ 32 milhões.

Sob as gestões de Abraham Weintraub e Milton Ribeiro no MEC, a empresa Editora Aprende Brasil, antiga Editora Positivo, assinou com o ministério seis contratos com valor total de mais de R$ 18 milhões para fornecimento de material didático para escolas públicas.

Como todos os outros contratos anteriores da Editora Aprende Brasil com o MEC, os contratos de 2019 para cá foram assinados sob a modalidade de dispensa de licitação e tendo como unidade gestora contratante o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão que é o centro do escândalo da atuação de pastores na destinação de verbas do ministério.

A Editora Aprende Brasil está sob o guarda-chuva da Positivo Educacional, que é presidida por um filho do senador Oriovisto, Lucas Raduy Guimarães.

Outra empresa do Grupo Positivo, a Positivo Tecnologia, antiga Positivo Informática, assinou contratos de valor total de R$ 14,7 milhões com o MEC no governo Bolsonaro. O maior, de R$ 12 milhões, foi para fornecimento de 2.750 microcomputadores para a área administrativa do ministério.

A Positivo Tecnologia é dirigida por Hélio Bruck Rotenberg, ex-braço direito de Oriovisto Guimarães no Grupo Positivo.

Todas as informações constam no Portal da Transparência do Governo Federal.

Yes we can enterrar a CPI

Oriovisto Guimarães disse que recuou em seu apoio à instalação da CPI do MEC porque de repente chegou à conclusão de que “CPI tão próxima das eleições acabará em palanque eleitoral”. Além dele, segundo o noticiário deste domingo, 10, outro senador do Podemos também teria desistido de apoiar a CPI: Styvenson Valentim, do Rio Grande do Norte.

O Podemos já pode mudar seu slogan para “Yes we can enterrar a CPI”.

Antes de fundar a Positivo, Oriovisto Guimarães foi professor de matemática. Sem o seu autógrafo (27-1=26) e o de Styvenson Valentim (26-1=25), ficou difícil para o senador Randolfe Rodrigues conseguir fechar a conta.

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