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Nesta segunda-feira, 10, dois jornais popularescos de grande circulação do Rio de Janeiro, pertencentes ao mesmo grupo, publicaram capas praticamente idênticas, se não no visual, na canalhice.

Em suas capas desta segunda, os jornais O Dia e Meia-Hora classificam como “mentirosos ou cúmplices” (O Dia) ou “é mentira ou cara de pau” (Meia-Hora) o apoio a Lula por políticos que jamais teriam dado apoio a Lula senão diante da certeza da destruição total do país por Bolsonaro, como FHC, José Serra, Simone Tebet, Ciro Gomes e, claro, Geraldo Alckmin.

No Meia-Hora, mais tacanho, FHC, Serra, Tebet, Ciro e Alckmin aparecem com narizes de Pinóquio e balões de falas antigas com críticas a Lula e ao PT. O jornal pergunta: “mentiram ou se juntaram à quadrilha?”.

N’O Dia e no Meia-Hora, nem uma palavra sobre o contexto e os motivos desses apoios à candidatura Lula, por mais que sejam públicos, coerentes, republicanos e a todo momento repisados.

Bolsonaro, mesmo ausente nas duas capas, aparece por contraste – como “autêntico”, mesmo que em toda sua corrupção e perversidade.

Por coincidência, as capas gêmeas e parecendo fabricadas pela campanha de Bolsonaro chegaram às bancas do Rio na véspera do desembarque de Lula no Rio para um grande esforço de campanha na capital e região metropolitana – justamente onde mais circulam O Dia e o Meia-Hora.

“Que meleca, isso não cheira bem”, diz a capa do Meia-Hora, no melhor estilo carluxo-conspiratório, sobre os apoios de FHC, Serra, Tebet, Ciro e Alckmin a Lula.

O que O Dia e o Meia-Hora publicaram nesta segunda não veio com aviso de “publieditorial”, que é como hoje em dia chamam as matérias pagas.

Mas… que meleca, isso não cheia bem.

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