Ministro da Defesa, general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira (Foto: Lula Marques).

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O Ministério da Defesa divulgou no início da noite desta quarta-feira, 9, o relatório do trabalho de “fiscalização” pelas Forças Armadas do sistema brasileiro de votação eletrônica.

Com turbas acampadas na frente de quartéis pedindo para os militares intervirem no resultado eleitoral, a Defesa – órgão político do governo derrotado nas urnas – aparece com um documento no qual consta que, por causa de supostas dificuldades criadas pelo TSE, o trabalho da equipe das Forças Armadas foi “inconclusivo para a detecção de eventuais anomalias no funcionamento das urnas”.

Ao longo de 2022, a TSE atendeu a todas as principais “sugestões” feitas pelos militares para “aprimorar” o sistema brasileiro de votação eletrônica.

Como mostrou este Come Ananás, a uma semana do segundo turno o Ministério da Defesa voltou à carga, pressionando o TSE com novas “sugestões”. Agora, sabemos o porquê: a não implementação de uma delas, a de convidar todos os eleitores para participar do Projeto-Piloto com Biometria – evidentemente inviável -, é apontada no relatório como o motivo de não ter sido possível detectar “eventuais anomalias”.

De resto, em ofício que acompanha relatório e dirigido a Alexandre de Moraes, o general-ministro Paulo Sergio Nogueira de Oliveira fala em “ocorrência de acesso à rede” durante a compilação do código-fonte e que isso “pode configurar relevante risco à segurança do processo”.

Depois, Paulo Sergio diz que “não é possível afirmar que o sistema eletrônico de votação está isento da influência de um eventual código malicioso que possa alterar o seu funcionamento” – leia-se: o seu resultado.

Por fim, o general-ministro solicita ao TSE a formação, com “urgência”, de uma comissão “integrada por técnicos renomados da sociedade e por técnicos representantes das entidades fiscalizadoras” para “realizar uma investigação técnica para melhor conhecimento do ocorrido”.

As Forças Armadas do Brasil são profissionais – do golpismo.

Abaixo, o ofício e o relatório:

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1 Comentário

  1. As suas ressalvas e recomendações quanto às nossas eleições limpas são perfeitamente dispensáveis.
    Lugar de golpista é na cadeia, vermes parasitas.

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