1ª Companhia de Infantaria de Guarda do Batalhão da Guarda Presidencial do Exército.

Na noite deste domigo, 8, na entrevista coletiva de Flavio Dino sobre o ataque terrorista a Brasília, uma repóter perguntou qual seria a avaliação do ministro da Justiça sobre o chá de sumiço tomado pelo Batalhão da Guarda Presidencial do Exército, responsável pela segurança do Palácio do Planalto, quando uma turba invadiu e destruiu o interior do prédio-sede do governo federal.

O Batalhão da Guarda Presidencial do Exército tem cinco Companhias de Infantaria de Guarda, cada uma com cerca de 200 soldados, duas delas de choque.

Dino respondeu que a repórter partia de uma premissa correta, e disse: “quero crer que o general Gonçalves Dias (chefe do GSI) e o ministro Múcio (Defesa) estejam agora apurando por que não houve atuação”.

É mesmo um mistério, I: o site do Batalhão Duque de Caxias, como é conhecido o Batalhão da Guarda Presidencial do Exército, diz que “o símbolo da 1ª CIA Inf Gd é representado por uma águia, onde a águia foi escolhida por representar a rápida prontidão da CIA a qualquer missão que apareça”.

A missão primeira do Batalhão Duque de Caxias, segundo sua comunicação institucional, é a Guarda dos Palácios: “guardar as principais instalações do Governo Federal e do Comando do Exército, na capital da República”.

É mesmo um mistério, II: o Batalhão da Guarda Presidencial do Exército tem um protocolo para ser posto em prática em caso de tentativa de invasão do Palácio do Planalto por manifestantes. Trata-se do que a revista Veja chamou, anos atrás, de “Plano Scooby”. Em 2017 aconteceu no palácio um grande exercício do “Plano Scooby”, após Michel Temer, governando, ser citado na delação da JBS.

Na época, a revista Veja reportou o seguinte sobre o exercício do “Plano Scooby”:

“A maior preocupação é com a rampa do Palácio do Planalto, ponto que daria acesso direto ao segundo andar da Presidência, e com o parlatório. As duas guaritas de estacionamento ficaram guarnecidas permanentemente pelo choque”.

“Conforme o protocolo de segurança, a tropa de choque do Batalhão da Guarda Presidencial, armada com escudos, capacetes e cassetetes, fica posicionada sempre em linha ao longo do prédio, com uma formação de agentes de terno, à paisana, postados a dois braços de distância à frente, formando duas barreiras humanas paralelas. A primeira linha de agentes nunca deverá ficar a menos de dois metros das grades, para evitar proximidade com os manifestantes que possa levar a provocações ou contato físico. Caso alguém tente pular as grades, deverá ser combatido primeiro com spray de pimenta e, se conseguir passar, contido pelos agentes. Soldados fardados armados com munição de borracha estão dispersos em diferentes pontos estratégicos do palácio presidencial”.

Há uma chance de a revista Veja ter chamado de “Plano Scooby” o que na verdade é o Plano Escudo, de proteção da Praça dos Três Poderes contra ameaças iminentes.

Mas “Plano Scooby” é, de qualquer maneira, um bom nome: a depender do ocupante do Palácio do Planalto, dá para ouvir o Salsicha gritando, entre o Fred, a Velma e a Daphne: “Scooby, meu filho, onde está você?”.

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