A contrarreforma da Previdência parece não ter sido o único caminho trilhado por Augusto Pinochet e seguido pelo ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes.

Uma rota marítima, na verdade.

Em 2005, uma investigação do jornal britânico The Guardian mostrou que o ditador chileno, adorado por Paulo Guedes e por Jair Bolsonaro, tinha dinheiro malocado em offshores nas Ilhas Virgens Britânicas, o mesmo paraíso fiscal onde Guedes guarda US$ 10 milhões, conforme acaba de ser revelado no escândalo Pandora Papers.

A rede de offshores de Pinochet foi criada em nome de outra pessoa, o advogado chileno Óscar Aitken, e foi criada pelo escritório de advocacia panamenho Alemán, Cordero, Galindo & Lee (Alcogal), velho de guerra neste metiê. Os Pandora Papers mostram que o mesmo escritório foi usado pelo empresário bolsonarista Otávio Fakhoury para abrir a offshore Resby Finance SA em 2017.

Entre a bufunfa pinochenta escondida no Caribe havia parte de um suborno de um milhão de libras pago ao general pela maior empresa de armas da Grã-Bretanha, a BAE Systems.

Pinochet chegou a ser processado no Chile por evasão fiscal. Morreu em 2006, impune por sonegar impostos, implodir a Democracia e matar pessoas.

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