Queiroguinha, de pé, ao lado de Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto (Foto: Reprodução/Instagram).

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Uma reportagem do jornal O Globo dá conta de que Antonio Cristóvão Neto, que se apresenta como Cristóvão Queiroga e é conhecido como Queiroguinha, esteve 30 vezes no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde ao longo do último ano, metade delas a partir de fevereiro, quando o filho de Marcelo Queiroga se filiou ao PL de Jair Bolsonaro para ser candidato a deputado federal pela Paraíba.

Queiroguinha, como os pastores do Preachergate do MEC, não é funcionário do governo federal, não tem cargo público, mas, como os pastores do MEC, é suspeito de intermediar reuniões com prefeitos na esplanada dos ministérios visando liberação de verbas.

O nome é tráfico de influência, e o Ministério Público Federal já abriu investigação.

No início de abril, quando o chefe do FNDE, Marcelo Lopes da Ponte, foi ao Senado dar explicações sobre o Preachergate do MEC, o ex-chefe de gabinete de Ciro Nogueira disse que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura foram dezenas de vezes ao ministério para “fazer oração” em reuniões de funcionários da pasta, incluindo o ex-ministro Milton Ribeiro, com prefeitos dos rincões.

Numa postagem em rede social sobre uma das reuniões das quais participou recentemente no Palácio do Planalto, com Jair Bolsonaro, Queiroguinha explica:

“Oramos juntos para que nosso dia seja de muitas graças”.

Eu ouvi um amém?

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