Senador Eduardo Girão (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado).

Logo após o segundo turno das eleições 2022 o senador bolsonarista Eduardo Girão (Podemos-CE) requereu, organizou e comandou uma audiência pública no Senado a título de “discutir a fiscalização das inserções de propagandas politicas eleitorais”.

Foi bem mais – e pior – do que isso.

Na prática, foi uma sessão de inaceitação do resutado da eleição presidencial que contou com as presenças ilustres, na plateia, dos terroristas George Washington Oliveira Sousa e Alan Diego dos Santos Rodrigues.

Para quem já esqueceu, George Washington e Alan Diego foram os responsáveis por executar, ou tentar, o atentando a bomba no aeroporto de Brasília na véspera de Natal.

A bomba foi instalada em um caminhão que transportava querosene de aviação, mas não não explodiu. Atentado do Gasômetro feeelings, ainda mais agora, com indícios fortes de participação amiga do Exército no ataque terrorista de 8 de janeiro em Brasília.

A polícia do Senado sabe quem autorizou naquele dia 30 de novembro o acesso dos terroristas ao Anexo II, Ala Senador Nilo Coelho, Plenário nº 6 do Senado da República.

Mas não diz.

Naquele dia, o argentino ligado a Eduardo Bolsonaro que fez a live “Brazil Was Stolen”, Fernando Cerimedo, fez uma apresentação de 20 minutos. Os cartazes “Brazil Was Stolen” entraram para a iconografia dos acampamentos golpistas na frente de quartéis. Carlos Rocha, o “técnico” que ajudou o PL a tentar melar a eleição – e a atiçar os ânimos nos acampamentos – falou mais meia hora.

Foi na audiência para “discutir a fiscalização das inserções de propagandas politicas eleitorais” que o desembargador aposentado Sebastião Coelho pediu a prisão de Alexandre Moraes. 

Na audiência, o terrorista George Washington estava a poucos metros do seu conterrâneo Delegado Eder Mauro (PL-PA) quando o deputado bolsonarista pediu a palavra para dizer que “ainda tenho minhas dúvidas” de que “essa quadrilha” vai assumir o poder, “e eu espero que o povo brasileiro tome providências neste sentido”.

‘O povo do quartel’

Quem Eduardo Girão também chamou à mesa naquele dia, para algumas palavras, foi Bismark Fabio Fugazza, sócio de outro canal do Youtube, “Hipócritas”. Ao microfone, o convidado disse o seguinte, num auditório do Senado da República: “a ditadura do judiciário no Brasil está com os dias contados, e o ladrão não sobe a rampa”.

Foi aplaudido de pé por Carla Zambelli e ganhou um abraço de Girão.

O blogueiro golpista Oswaldo Eustáquio também participou da audiência do dia 30 de novembro no Senado. Nela, Eustáquio disse que representava “o povo do quartel” e, em seguida, no melhor estilo coach de terrorismo, puxou um coro de “Se precisar/A gente acampa/Mas o ladrão/Não sobe a rampa”.

Em pleno Senado da República.

Se Augusto Aras ou qualquer outra autoridade da República quiserem fazer uma lista à vera de parlamentares a serem investigados por incitação à aboliação do Estado Democrático de Direito, Eduardo Girão tem que estar nela.

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