Não foram suficientes as horas a fio que o economista da ditadura Affonso Celso Pastore, Posto Ipiranga de Sergio Moro, passou pontificando na TV ao longo do último mês.

Tampouco parece ter ajudado o balão de ensaio do general Santos Cruz para vice de Moro, soltado entre fogos pela dobradinha Podemos-oligopólio da mídia.

Até o assunto PEC dos Precatórios virou cabo eleitoral: Álvaro Dias, presidente do Podemos, surgiu na semana passada durante longos minutos em discurso anticorrupção no Jornal Nacional, em matéria sobre a PEC.

Convocaram até o ex-procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima, que hoje comanda um escritório advocatício especializado em aconselhamento empresarial, acordos de leniência e delação premiada, seis anos após publicar numa revista semanal um artigo intitulado “A Lava Jato é o novo paradigma para os negócios“.

O paradigma: Carlos Fernando, como revelou a Vaza Jato, vazava determinadas informações para a imprensa a fim de intimidar investigados e manipular delações, quando era procurador da conspiração.

Não obstante, Carlos Fernando foi convocado pela GloboNews nesta semana para dizer que Sergio Fernando, quando aceitou ser ministro da Justiça do Tupinanreich, “foi enganado por Bolsonaro”.

Nada disso – nem o fonoaudiólogo – foi capaz de sustentar os 11% de intenção de voto em que Bruce Moro bateu logo após a ampla, geral e irrestrita radiodifusão do seu discurso de filiação ao Podemos, quando contou que entrou imediatamente num Bat-avião quando avistou o Batsinal no céu do USA.

Ou melhor: quando, segundo Sergio Wayne, um jovem o abordou numa rua de Nova York ou Washington DC e perguntou se ele tinha abandonado o Brasil…

Nos cenários de disputa presidencial da pesquisa Ipec divulgada nesta terça-feira, 14, Moro não passou de 8%. Lula vence no primeiro turno, e a rejeição a Lula cai para 28%.

Parece que o marreco de Maringá não conseguirá repetir o rinoceronte Cacareco, campeão de votos para vereador em São Paulo nas eleições de 1959, quando o voto era em papel. Pelo visto até agora, Moro conseguirá no máximo repetir o macaco Tião, “terceiro colocado” na eleição para prefeito do Rio de Janeiro em 1988.

“Não podemos aceitar isto, somos ligados à Prefeitura. Imagine o zoo promovendo um macaco a nosso próximo chefe”, disse o então diretor do zoológico do Rio, Paulo Celso Brandão, quando decidiu que Tião seria transferido para uma jaula sem acesso ao público no dia do lançamento da sua “candidatura”.

Imagine as elites de um país promovendo junto ao público, para presidente da República, o maior responsável pela desmoronamento nacional? Pois é…

Quem é que não engana quem?

O Marreco que não decola, ele sim, deveria estar numa jaula.

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