O chanceler da Áustria, Alexander Schallenberg, disse nesta quinta-feira, 11, que o país está prestes a impor o confinamento de quem não quer se vacinar contra a covid-19. À exceção do Liechtenstein, a Áustria tem o mais baixo índice de vacinação contra a covid-19 da Europa Ocidental: 65% da população com o ciclo vacinal completo.

“De acordo com o plano, temos apenas dias até termos de introduzir o confinamento para pessoas não vacinadas”, disse Schallenberg.

O chanceler austríaco se refere a um plano do governo contra a covid-19 que foi aprovado em setembro e que prevê confinamento obrigatório para quem não quer se vacinar caso a taxa de ocupação dos leitos de UTI por pacientes covid chegue a 30%. Hoje, a taxa está em 20%, mas vem subindo rapidamente.

O confinamento obrigatório para a tropa antivacina seria nos moldes dos três confinamentos gerais decretados na Áustria ao longo da pandemia, com permissão para pôr os pés fora de casa apenas para trabalhar, comprar o essencial e, nas palavras de Alexander Schallenberg, “esticar as canelas”.

Em seu pronunciamento, Schallenberg classificou a taxa de vacinação na Áustria como “vergonhosa”. Enquanto apenas 65% dos austríacos estão completamente vacinados, em países como Portugal e Holanda o índice está perto de chegar a 90% da população.

O índice austríaco, no entanto, não está muito abaixo do alemão, que é de 67% – na Saxônia é de 57%. Na Áustria e na Alemanha, partidos de extrema-direita têm conseguido envenenar a população com as piores ideias anticientíficas. A terceira força política da Áustria, o neofascista Partido da Liberdade, é a primeira força em influência antivacina entre os austríacos.

No Brasil, só no estado de São Paulo, cinco milhões de pessoas não voltaram para tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19.

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