O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, fala com a imprensa no Centro de Eventos e Convenções Brasil, em Brasília (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).

Fortaleça a imprensa democrática brasileira

Nesta terça-feira, 22, O Partido Liberal (PL) pediu à Justiça Eleitoral o descarte dos votos de nada menos que 59% das urnas eletrônicas usadas no segundo turno. Isto porque as urnas mais antigas, segundo o PL, não seriam auditáveis. Na prática, o partido de Jair Bolsonaro requereu ao TSE, sem provas de fraude, a anulação da eleição presidencial.

Prontamente, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, deu 24 horas para o peticionante juntar dados sobre o primeiro turno à petição, já que as urnas que se quer impugnar elegeram, além de Lula, oito senadores e 99 deputados do PL, garantindo ao partido as maiores bancadas no Senado e na Câmara na próximo legislatura.

Ato contínuo, bolsonaristas começaram a publicar nas redes sociais uma resposta na ponta da língua a Moraes, padronizada, coordenada, pronta para CTRL+C e CTRL+V. Esta: “Queremos transparência nas eleições, mesmo que isso custe o mandato dos já eleitos. Não há democracia sem transparência”.

Até a noite desta terça já tinham copiado e colado o texto vários deputados eleitos ou reeleitos em outubro filiados ao PL, como Bia Kicis, Alexandre Ramagem, Gustavo Gayer, Filipe Barros, Marcos Pollon, Carlos Jordy, Julia Zanatta, Mario Frias, Marcelo Alvaro Antonio e André Fernandes. Alguns deles foram os mais votados em seus estados.

Já a deputada reeleita Carla Zambelli preferiu uma variação, sem sair do tom, e em clima de Copa do Mundo: “se tiver que jogar de novo os 90 minutos, a gente joga. Sem problema nenhum”.

Deixe um comentário

Deixe um comentário