Empresários bolsonaristas do grupo de WhatsApp "Empresários & Política", vulgo "Ditadura Já".

Em sua coluna deste domingo, 28, na Folha de S.Paulo – intitulada “Ação contra empresários bolsonaristas ocorre sem os abusos de Moro e Deltan” -, Janio de Freitas, na contramão dos que ele chama de “advogados menos ou mais advocatícios e bolsonaristas não lembráveis”, clarifica o porquê de serem legítimas as buscas e apreensões policiais autorizadas por Alexandre de Moraes contra Hangs e Morongos da vida, do Brasil com agitações golpistas: “o início comum aos golpes são palavras”.

Come Ananás reproduz o seguinte trecho:

Há mais de dez anos as buscas e apreensões policiais se tornaram comuns. Não por distração, os queixosos de hoje nunca se incomodaram com possíveis nem com óbvias ilegalidades em muitas dessas ações. Até passaram a atrações divertidas em TVs e jornais.

Não se viu uma só vez em que Alexandre Moraes e a PF acusassem de crime os alvos das apreensões. Moraes não deu ordem, apenas a autorização pedida pela PF. Como é praxe legal quando o suspeito é da classe média para cima.

Para baixo, invasões e assassinatos de criminosos, suspeitos e inocentes repetem-se à vontade. Não é simples nem foram só falas sobre golpes, o que faziam os empresários.

Lamentar que o golpe não tenha ocorrido ainda, considerar que o golpe é mil vezes preferível a um governo Lula e discutir a compra de votos de trabalhadores para Bolsonaro, constituem indícios claros de apoio ao golpe, no mínimo, e de provável parte em conspiração.

Confronto direto com o estado democrático de direito, que tem a sua defesa assegurada na legislação e, nela, preliminares de sedição não dispensam investigações. Muito ao contrário, esta é a maneira de conter sem violência desdobramentos antidemocráticos.

“Só falas” podem justificar, sim, investigações. E mais do que isso. Nesse sentido, um exemplo notório é o recente caso de Daniel Silveira.

Esse ex-PM feito deputado não passou de palavras nas ameaças a Alexandre Moraes e ao Supremo. Ainda assim, foi preso, solto com tornozeleira e condenado a 9 anos de prisão.

E Janio de Freitas finaliza assim sua coluna sobre os advogados mais ou menos advocatícios dos empresários do grupo de WhatsApp “Empresários & Política”, vulgo “Ditadura Já”:

“As buscas e apreensões nas casas dos oito empresários, e esperamos que de mais, cabem no reconhecimento como a necessária coleta inicial para a investigação de fato grave. O atual não inclui abusos e trapaças de Moros e Dallagnols. E revela as bordas enrustidas do bolsonarismo”.

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