Não demorou muito. Sobre a imagem de o presidente do Brasil forrando o bucho numa calçada vadia de Nova Iorque, maltratando uma fatia de pizza com as mãos em todos os sentidos besuntadas de vírus e bosta, o asseclas de Jair Bolsonaro logo repisaram a imagem do homem “simples”, da qual os hipócritas sempre lançam mão para soprar em má direção as brasas dos ressentimentos populares.

“O presidente comeu pizza em pé na calçada porque ele é assim mesmo, simples. O resto é fake news intencional”, disse o genro de Silvio Santos que é ministro das Comunicações.

“O presidente é uma pessoa que gosta de frequentar ambientes mais simples”, disse o Pazzuelo de jaleco que é ministro da Saúde.

Jair Bolsonaro já um habitué também da Assembleia Geral das Nações Unidas. Nesta terça-feira, 21, ele fará o discurso de abertura pela terceira vez. Nada – nem as reiteradas apologias a crimes de lesa-humanidade, nem o cometimento, na pandemia, de crimes de lesa-humanidade – foi capaz até agora de barrar o fascista na Assembleia da ONU.

Nem o fato de Bolsonaro se recusar a tomar a vacina contra a doença que há quase dois anos assola a humanidade. Até as biroscas de Nova Iorque proíbem o negacionista. A ONU, não. A exemplo das instituições brasileiras, parece que as supranacionais também “estão funcionando normalmente”.

O resultado, absolutamente previsível, é que um dos filhos do verme exibe com orgulho a imagem de Bolsonaro na CNN com a legenda “presidente brasileiro não vacinado participa da Assembleia Geral das Nações Unidas a despeito das regras”, e com a jornalista olhando para o presidente do Brasil como quem olha para a mais bizarra atração do circo.

Não é de hoje que o Brasil virou piada, com toda esta honra e glória à estupidez. O “orgulho de ser brasileiro” virou, bem, é melhor nem dizer…

É a estupidez mais caricata, sim, mas de resultados devastadores.

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