Ao anunciar um muito coxo início de vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19 no Brasil, na tarde desta quarta-feira, 5, o Ministério da Saúde, na prática, desaconselhou, contraindicou, censurou pais que estejam com a ideia na cabeça de vacinar seus filhos.

Primeiro, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, apresentou gráficos mostrando que a curva de crianças infectadas pelo SarS-Cov-2 no Brasil vem descendo acentuadamente desde o primeiro semestre de 2021, como se o desgoverno Bolsonaro testasse de maneira minimamente satisfatória a população e como se pelo menos desde setembro o Ministério da Saúde não viesse alimentando um apagão de dados sobre a pandemia no país.

Depois, a secretária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, disse que é “imprescindível que os país, mães, responsáveis por essas crianças, consultem um médico antes de irem tomar essa vacina”. Em seguida, falou em “risco de miocardite”.

E coube a Marcelo Queiroga, com o CRM no bolso, terminar mais esta sessão de envenenamento do Brasil, dando o mesmo peso aos amplos benefícios individuais e coletivos da vacina e a raríssimos “eventos adversos”, para “uma melhor tomada de decisão” dos pais ou responsáveis:

“É necessário que todos conheçam essas fatos relacionados à vacinação. Não só os seus benefícios, como por exemplo a redução de casos. Existem os eventos adversos. Nós não conhecemos todos. Só o acompanhamento de fase quatro vai mostrar. É necessário que a sociedade conheça todos esses aspectos para uma melhor tomada de decisão”.

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