Eduardo Bolsonaro voltou à carga na noite desta segunda-feira, 4, contra Miriam Leitão e a memória dos sequestrados, torturados, assassinados e desaparecidos pela ditadura civil-militar.

Num paralelo que não se resume a mera estupidez, mas avança, de novo, no terreno da zombaria e da provocação, Eduardo Bolsonaro equiparou o depoimento de Miriam Leitão sobre sua própria tortura num quartel do Exército em Vila Velha, no Espírito Santo, à história contada por Damares Alves de que, certa feita, Jesus Cristo lhe deu abraço quando ela estava trepada numa goiabeira.

“Sobre essa questão da cobra, tem apenas a palavra da Miriam Leitão dizendo que isso ocorreu”, disse Eduardo.

Logo em seguida, exibiu e indicou o livro do torturador de Dilma Rousseff, Carlos Alberto Brilhante Ustra, como fonte da “verdade” sobre o período da ditadura.

“Se a Miriam Leitão fosse realmente torturada, eu seria o primeiro a defendê-la”, disse o deputado federal mais votado da história do Brasil…

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