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Tendo como garoto propaganda o indefectível Tiago Leifert, a marca de produtos de limpeza Ypê encerrou no último dia 9 a campanha publicitária “Ypê do milhão”.

O sujeito comprava um detergente Ypê para tirar o cheiro de ovo, alho e cebola, pegava a nota fiscal, entrava no site, cadastrava, concorria a um milhão.

Quem foram os ganhadores, vai saber…

O que se soube nesta sexta-feira, 14, foi que a campanha de Jair Bolsonaro também ganhou um milhão, ao todo, de três sócios da Ypê, três membros da família Beira, via doações eleitorais.

Duvidar por quê? Bolsonaro é Ypê, ou melhor, os donos da Ypê são Bolsonaro, e Bolsonaro é o fascismo, a tortura, a ditadura, o racismo, a homofobia, a misoginia, o desmatamento, o ódio, a mentira, etc, etc, etc.

Come Ananás dedica aos três membros da família Beira que “milionarizaram” a campanha de Jair Bolsonaro um trechinho do poema “Num planeta enfermo”, de Carlos Drummond de Andrade – que está justamente no capítulo “Notícias do Brasil” do livro “Discurso de primavera e algumas sombras”:

Pesadelo? Sinal dos tempos?
Jeito novo de punir cidades, pois a Bíblia
esgotou os castigos de água e fogo?
Entre flocos de espuma detergente
vão se findar os dias lentamente
de pecadores e não pecadores,
se pecado é viver entre rios sem peixe
e chaminés sem filtro e
monstrimultinacionais,
onde quer que a valia
valha mais do que a vida?

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