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Na edição desta quinta-feira, 7, do jornal do autogolpe, Jair Bolsonaro mais uma vez anunciou que a tentativa de putsch virá antes, e não após as eleições – algo que tem escapado aos setores democráticos que vêm suando o blazer para arrancar de militares garantias de respeito ao resultado das urnas.

“Você sabe o que está em jogo, você sabe como você deve se preparar. Não para um novo Capitólio. Ninguém quer invadir nada. Mas para nós sabermos o que temos que fazer antes das eleições”, disse Bolsonaro na live presidencial desta quinta.

Numa quinta-feira passada, na edição do dia 5 de maio do jornal do autogolpe, Bolsonaro já tinha dado a senha, tanto do timing quanto da pedra angular, do factoide que servirá de pretexto para o tumulto anunciado: “deixo claro, adianto ao TSE: essa auditoria [das urnas eletrônicas por uma empresa contratada pelo PL] não vai ser feita após as eleições”.

Naquela feita, este Come Ananás publicou artigo intitulado “Não é que ele não aceitará o resultado. Ele não aceitará as eleições”.

De lá para cá, o ministro da Defesa, general Paulo Sergio Nogueira, só fez, só faz criar as condições para o putsch, com inúmeras provocações dirigidas ao TSE na forma de ofícios e manifestações públicas lançando suspeições sobre as “eleições de 2022 e posteriores”.

A mais recente foi na última quarta-feira, 6, quando o general, numa audiência na Câmara e diante dos comandantes das três Forças Armadas, chegou ao ponto de apresentar um episódio de clonagem do seu próprio cartão de crédito como evidência de que a urna eletrônica não é “imune a ataque” – uma espécie de terraplanismo cibernético.

Nesta sexta-feira, 8, o Estadão adianta qual será a próxima estocada no TSE: a Defesa prepara um novo ofício para requisitar ao tribunal incentivo a auditorias externas feitas por partidos.

Que surpresa…

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