O estadunidense Jason Miller, detido no último 7 de setembro em Brasília por ordem de Alexandre de Moraes, recusou-se a dizer à Polícia Federal os nomes das pessoas que trabalham no Brasil para a Gettr, rede social fundada por ele, Miller, e referida por Flavio Bolsonaro como a “rede social de Trump“.

O próprio Jason Miller disse nesta quinta-feira, 9, à Fox News que, instado pela PF a informar quem são seus funcionários no Brasil, recusou-se a “compartilhar as identidades”. A Gettr, que refuta qualquer tipo de controle, moderação ou exclusão de conteúdo, pretende ser a rede social da direita global.

No dia 7, momentos antes de Jason Miller ser detido no aeroporto de Brasília para prestar esclarecimentos sobre sua participação nos atos golpistas convocados por Jair Bolsonaro, Come Ananás mostrou que Bolsonaro editou a Medida Provisória que altera o marco civil da internet horas após se reunir com Miller.

Na mesma matéria, Come Ananás mostrou também que na última segunda-feira, 6, Miller relatou a Steve Bannon, numa live, que havia tratado com um parlamentar brasileiro da preparação de uma versão brasileira da Primeira Emenda da Constituição Americana.

Bezerro de ouro

Nesta quinta, Jason Miller anunciou em sua conta na Gettr que 50 mil “brasileiros patriotas” haviam se juntado à sua rede social – e de Trump, e de Bannon – só na última quarta-feira, 8. O Brasil já é o segundo país com mais usuários inscritos na Gettr, depois dos EUA.

Pelo visto, o Telegram não é a única rede-abacaxi que o TSE tem para descascar até as eleições de 2022, se é que elas acontecerão.

Quando foi liberado pela Polícia Federal e finalmente embarcou de volta para a matriz, Jason Miller postou: “eu voltarei”.

Há poucas horas, Jason Miller postou a seguinte imagem em sua conta Gettr:

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