O quiosque Tropicália desapareceu das redes sociais.

No Facebook, a página não está disponível. A conta do Instagram foi transformada em privada. Tirando a conta do Tropicália no IFood, ainda ativa e informando que “abre amanhã às 10h”, quase já não há memória do quiosque de milícias.

Há indícios de que o nome do sócio-administrador e a razão social do quiosque Tropicália foram alterados após o crime.

O Tropicália desapareceu até do site da concessionária Orla Rio, suserana dos calçadões e faixas de areia cariocas. O estabelecimento e as informações sobre ele foram removidos da lista de quiosques da Barra.

No site da Orla Rio, aliás, até agora não apareceu sinal de Moïse Mugenyi Kabagambe, nem uma nota, nem um pesar, nem uma hipocrisia ligeira para constar. Nada, até agora, mais de uma semana após o congolês ser assassinado a pauladas por um “parceiro” da dona das praias do Rio.

No Instagram, só às 18:30h desta terça-feira, 1, a Orla Rio postou um comunicado dizendo que suspendeu a operação do Tropicália e pediu aos responsáveis pelo quiosque “esclarecimentos” sobre “o ocorrido”. A concessionária disse que só tomará outras medidas “caso um dos operadores seja legalmente considerado culpado pelo crime”.

Só para lembrar: até agora, a polícia do Rio parece especialmente empenhada em não responsabilizar ninguém.

No site e nas redes sociais da Orla Rio está em curso a campanha “O maior verão da história”, com jovens brancos sorvendo Jack Daniels on the rocks em copinhos de papel e empanturrando-se de gourmets hambúrgueres de polvo.

No último Dia do Trabalhador, a Orla Rio postou que “que esta data possa marcar um novo ciclo, com empregos, novas oportunidades e muita dignidade para todos!”.

A realidade, porém, é de muita paulada no peito, até arrebentar os pulmões, até a morte, em preto que aparece cobrando de um “parceiro” da concessionária o pagamento de duas jornadas de trabalho.

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