O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, participa de audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil).

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A manchete da manhã desta quinta-feira, 28, do portal Uol dá conta de que o site que coleta assinaturas para a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito” já sofreu mais de 1.500 ataques hackers desde que foi lançado, na última terça-feira, 26. A informação é de Mônica Bergamo.

Não é necessário procurar muito pelos responsáveis. Faz tempo que eles se apresentam voluntariamente, praticamente levantam o dedo na primeira fila do golpismo. Não precisam que se lance suspeitas sobre eles; eles próprios vestem-se de suspeitas o tempo inteiro.

O Ministério da Defesa, transformado em Ministério do Golpe primeiro pelo general Braga Netto, e agora mais escancaradamente com o general Paulo Sergio Nogueira, há poucos dias deu largada à quarta edição de um assim chamado Exercício Guardião Cibernético com uma competição de ataques hackers simulados do tipo Capture The Flag, em busca de “novos talentos” militares e civis para as artes da ciberguerra.

O Exercício Guardião Cibernético é capitaneado pelo general Heber Garcia Portella, o representante dos militares na Comissão de Transparência Eleitoral do TSE, que tem sido usada pela Defesa para enxovalhar o sistema eletrônico de votação, e conta com o apoio de uma empresa fabricante de um componente de segurança das urnas eletrônicas.

Conforme este Come Ananás mostrou nos primeiros meses de 2022, a Defesa mantém desde o ano passado um “grupo de trabalho” com o Edge Group, conglomerado estatal dos Emirados Árabes Unidos cuja subsidiária de guerra híbrida é a sucessora da DarkMatter, a fabricante do spyware que um integrante do governo bolsonaro tentou comprar por debaixo dos panos em Abu Dhabi no segundo semestre de 2021.

Após o caso vir à tona, a Defesa impôs sigilo às pautas e aos nomes dos integrantes do “grupo de trabalho” que mantém com o Edge Group, mas já se sabe que há tratativas sobre “sistemas de defesa cibernética”.

Na “melhor” das hipóteses, o Ministério da Defesa – do Golpe – é responsável pelos primeiros estouros do cyber putsch como Jair “Fuzilar a Petralhada” Bolsonaro é responsável pelo assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu; pelos ataques, digamos, analógicos à democracia descambando para massivos ataques cibernéticos.

A não ser que o general Paulo Sergio só ataque também “no sentido figurado”.

Menos que pôr em risco aquela que promete ser a nota das notas de repúdio, os ataques hackers em série ao site O Estado de Direito Sempre! é um informe, um ensaio geral do que pode acontecer em outubro, ou antes, como no dia da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas das urnas eletrônicas e/ou no dia do sorteio das urnas que passarão pelo teste de integridade, marcado para a véspera do primeiro turno.

Em reportagem publicada no dia 11 de julho, a Folha de S.Paulo diz que estes dois dias específicos do calendário eleitoral do TSE, anteriores à votação, serão “focos de atenção” dos militares, “alvos” dos golpistas.

As urnas eletrônicas não são conectadas à internet. Tudo o que é, porém, passa a ser foco de confusão. A não ser que o general Paulo Sergio, o comandante da Marinha, etc, venham reincidindo apenas em “falas toscas”.

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