Que a Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANS) serve menos aos usuários e mais às Unimeds, menos aos pacientes e mais às Prevents, disto já se sabe desde a sua fundação, na virada do século.

Isto, qualquer teste rápido detecta.

Poucas vezes, porém, um diretor-presidente da ANS foi tão “sincerão” quanto foi o atual, Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, nesta quarta-feira, 6, na CPI da Pandemia.

O relator da CPI, Renan Calheiros, perguntou ao depoente sobre o motivo de a ANS ter autorizado o reajuste anual dos planos de saúde no meio da pandemia de covid-19, “o que teve como consequência que pessoas e empresas perdessem seus planos de saúde exatamente no momento mais crítico da pandemia e da própria economia”.

Paulo Roberto sequer enrubesceu ao responder que a agência preza pela “previsibilidade” e pela “segurança jurídica” dos contratos.

“Saúde suplementar é isso”. O resto, tipo as pessoas, a vida, são, digamos, narrativas…

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