Deputado João Campos e ministro Anderson Torres no último 1º de junho (Foto: Reprodução/Instagram).

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Notório cicerone dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura em Brasília, o deputado federal bolsonarista João Campos (Republicanos-GO) esteve três vezes com o ministro da Justiça, Anderson Torres, às vésperas de Jair Bolsonaro relatar a Milton Ribeiro um “pressentimento” de que a Polícia Federal faria uma operação de busca e apreensão contra o ex-ministro da Educação.

Como quem fala de um telefone normal, viu, pai, João Campos, que é próximo de setores da Polícia Federal, cumpriu agendas oficiais com Anderson Torres nos dias 31 de maio e 1º e 6 de junho.

No dia 9 de junho Jair Bolsonaro teria relatado seu “pressentimento” ao atirador acidental do aeroporto de Brasília e disparador de versículos bíblicos para o presidente da República.

Dois dos encontros entre João Campos e Anderson Torres envolveram uma entidade representativa de delegados de polícia, inclusive da Polícia Federal.

Antes de pipocar o escândalo de tráfico de influência bolsopentecostal no MEC, João Campos vinha sendo uma espécie de agente de Gilmar Santos e Arilton Moura nos gabinetes do poder.

Por solicitação do deputado, os pastores arranjaram agenda seja de “visita de cortesia”, seja de “alinhamento político” com Milton Ribeiro no MEC, com Damares Alves no ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e com Ciro Nogueira na Casa Civil da presidência da República.

Em junho de 2021 uma filha do pastor Gilmar Santos foi nomeada secretária parlamentar no gabinete de João Campos na Câmara dos Deputados. Quézia Ribeiro dos Santos Costa foi exonerada no dia 27 de março de 2022, após vir à tona o escândalo do Preachergate do MEC.

João Campos é também o padrinho da indicação de Helder Diego da Silva Bartolomeu, genro do pastor Arilton Moura, para um cargo na prefeitura de Goiânia. Um filho de Arilton Moura, Victor Iuri Amorim Correia, também foi nomeado para a prefeitura de Goiânia graças à influência do deputado.

No vídeo abaixo, de abril de 2021, em que aparecem o pastor Gilmar Santos, Milton Ribeiro e João Campos, o pastor do preachergate diz que “estamos orientados, enriquecidos. O ministro abriu o leque aqui apara nós”.

Segundo o próprio Milton Ribeiro, o MEC “abriu o leque” para os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura a pedido de Jair Bolsonaro.

João Campos é candidato a senador e, advogado, já foi aventado como o “terrivelmente evangélico” de Bolsonaro para o Supremo. A pedido de quem João Campos é cicerone de Gilmar Santos e Arilton Moura dos gabinetes e corredores de Brasília?

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