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“O Exército Brasileiro é uma instituição nacional, cônscio de suas missões constitucionais e democráticas”, diz o Exército Brasileiro no final da nota em que, a horas do primeiro turno, classificou como “fake news” a informação publicada pelo Estadão de que seu Alto-Comando fechou questão por respeitar o resultado das eleições.

Nota oficial do Exército divulgada nesta sexta-feira, 30.

O final da inacreditável nota pré-eleitoral do Exército é muito parecido com o final do famoso tuíte do general Eduardo Villas Bôas postado no dia 3 de abril de 2018, em outra véspera, a de um julgamento no STF que poderia botar Luis Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral daquele ano contra Jair Bolsonaro.

Poderia, mas o tuíte do então comandante do Exército calou fundo no peito de Rosa Weber, cujo voto no julgamento do Habeas Corpus era considerado indefinido. Por seis votos a cinco, o Supremo rejeitou o Habeas Corpus a Lula, com Rosa Weber, hoje presidente do STF, votando contra Lula apesar de afirmar na sua argumentação que a prisão após condenação em segunda instância é inconstitucional.

Quando empossado, Bolsonaro disse dever a Villas Bôas sua eleição. Em live feita na noite desta sexta, antevéspera eleitoral, Jair Bolsonaro também classificou a matéria do Estadão de “mentira”, e disse que entre ele e os comandantes das Forças Armadas existe “lealdade, confiança, respeito e consideração”.

Em 2018, o general Villas Bôas entrou, com sucesso, de coturno no lawfare contra Lula, não sem empanar sua flagrante ameaça ao Judiciário com palavreado de “missões institucionais”, Constituição, Democracia, como faz agora o Alto-Comando do Exército na nota em que, no fim das contas, desmente que haja na caserna questão fechada de que “quem ganhar, leva”.

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