Na tarde desta terça-feira, 10, o general Hamilton Mourão saiu virulentamente em defesa dos “patriotas” presos por terrorismo e que estariam “em condições precárias nas instalações da Polícia Federal em Brasília”:

Uma das pessoas presas é Ana Priscila Azevedo, que, num áudio obtido pelo Metrópoles, reclama de… condições precárias nas instalações da Polícia Federal em Brasília.

Priscila é a dona do primeiro rosto que aparece na matéria do Estadão que traz os nomes de 88 terroristas que barbarizaram a Praça dos Três Poderes no 8 de janeiro. Relatos sobre o 8 de janeiro dão conta de que Ana Priscila era uma das mais, digamos, agitadas da turba. Imagens mostram que ela era uma das lideranças, pelo menos ali, “em campo”.

Ana Priscila Azevedo é ligada a Antonio Hamilton Mourão. Ela e seu marido, Reginaldo Verneque, como mostrou uma reportagem de 2019 do Intercept Brasil: o casal é próximo do general Paulo Assis, mentor político de Mourão; Werneck foi a ponte entre Levy Fidélix e Mourão para o general se filiar ao PRTB; o casal compareceu ao ato de filiação, e os dois se filiaram também; depois, rolou um chope.

“Dom Werneck” foi, inclusive, o responsável por um episódio realmente inesquecível: em 2017, depois que Mourão cacarejou a possibilidade de golpe militar se o judiciário não desse conta de “solucionar o problema político”, foi o consorte da Priscila o responsável por erguer, com um munck, no coração de Brasília, um painel de 10 metros de altura em homenagem ao general.

“Nós vamos colapsar o sistema, sitiar Brasília, tomar o poder de assalto”, disse Ana Priscila na véspera da invasão da Praça dos Três Poderes, em vídeo gravado no acampamento golpista montado nas barbas do quartel-general do Exército, em Brasília. Aquele, já desmantelado, que José Múcio Monteiro classificou como “democrático”.

No vídeo, publicado nas redes sociais, Priscila diz ainda, ainda sobre “colapsar”, que seu grupo iria “fechar distribuidoras” – de combustível, presume-se. Talvez a Ana Priscila possa dizer algo também sobre as torres de transmissão de energia derrubadas nesta segunda-feira, 9, em Rondônia e no Paraná.

Nas redes sociais, Ana Priscila chama Mourão de “nosso comandante”.

Na internet, Ana Priscila Azevedo é coach de golpismo. Fora da internet, quem é o coach de terrorismo de Ana Priscila Azevedo?

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2 Comentários

  1. Que a Argentina de 1985 nós inspire! Se não os colocarmos nos seus devidos lugares de servidores pagos com dinheiro público, essa milicada golpista não vai sossegar nunca, sempre se metendo de pato a ganso!
    #mourãonacadeiaJÁ

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